domingo, 2 de agosto de 2015

Trazemos neste texto Um Novo Relato


Em meados de abril e maio de 2014, dores muito forte acomete minha perna esquerda, junto inchaço e dormencia. Marquei alguns medicos em Maceió, inclusive especialistas em dor. Neste mesmo tempo na oportunidade de participar do Congresso Internacional de Endometriose, aproveito e marco uma nova consulta em São Paulo com meu médico, para avaliação e questionar sobre o assunto, que as dores poderiam ser provável sequela, ou que o cérebro pode ter se acostumado com a dor e manda mensagens para o corpo, de qualquer forma me pediu para observar tudo o que aconteceria, pois estaria fazendo um bloqueio neuropático local e passar algumas medicações para avaliar (Lyrica 75mg, Gabapentina, Toragesic em caso de dor aguda, Codeína para alternar nos casos das dores persistente e Tramadol em uso continuo) , e pediu que pra prestar atenção e conhecer bem meu corpo a ponto de saber todos os sinais que ele me manda, não que ele não esteja achando que as minhas dores são “fantasias imaginarias” (psicológicas), como de costume ouvir. E ainda assim me pediu um tempo para também estudar sobre o caso. 
Na mesma hora da aplicação senti um pequeno alivio, ele foi me dizendo que isso pode prolongar ou não e que eu avisasse a qualquer mudança. Ainda assim me solicitou alguns exames; ressonância e eletroneumiografia. Voltei para minha cidade, Maceió, para realizar os exames, nesse período dei varias entradas na emergência, mesmo tomando os medicamentos muitas vezes não foram suficientes, outras vezes por falta de dinheiro para comprar os mesmo.

Começou uma outra nova jornada, a dificuldade de andar, limitações de movimentos como sentar e levantar... Ainda assim resolvi procurar emprego para ocupar o espaço de tempo ocioso e trabalhar a minha mente para retirar o foco da dor, consegui um que era 6 horas corrido, excelente pra conciliar com as coisas de casa e cuidar da minha filha mais nova , passei apenas 3 dias, pois o trabalho era sentada, e comprimia muito os nervos a ponto de chorar de dor as escondidas. Pedi dispensa e voltei pra casa frustrada, mas não desistir, pensei em varias coisas...conversei com meu marido e pedir ajuda e seu apoio.
Na semana seguinte caiu a ficha das contas em atraso e o desespero de não ter conseguido pagar tudo, pois o que meu marido recebe mal da pras contas, mesmo a gente ter enxugado boa parte delas. Coloquei num papel a possibilidade de fazer algo dentro de casa pra vender, foi quando pensei em fazer lasanha congelada para os fins de semana, escondidinho de macaxeira. So que não tínhamos  um capital inicial, nem muito menos um capital de giro. Mesmo assim conversando com uma amiga ela disse que me daria um apoio me emprestando um valor, foi ai que embarquei nessa sem pensar duas vezes.
Primeiro fim de semana com apenas propaganda de boca a boca para os amigos que fizeram seu primeiro pedido, produção legal para o primeiro dia. Acabei sentindo prazer ate em sair pra vender nos locais próximo de casa... mesmo sem estrutura e sem retorno inicial, as coisas andavam bem. Até o dia em que fui levar umas das encomendas e nem consegui retornar pra casa sem pedir ajuda, devido as fortes dores, e fui pra emergência, passando alguns dias, os clientes ligando e não pude atende-los; alguns nem se quer entendia. Estava ali mais uma tentativa que não ia pra frente.
Passado um mês, minha irmã, precisou de minha ajuda para ficar com minha sobrinha, pois o período de licença maternidade havia acabado, não pensei duas vezes, Mas tinhas dias que era muito difícil, chorava escondida, segurava fundo as dores, mas como sempre ela estava disposta a me ajudar e marcou alguns médicos para tentar solucionar meu caso. Passados 4 meses fora de Alagoas,só algumas suposições e suspeitas, e ainda assim pediam pra eu voltar pro meu ginecologista, pois alguns exames não foram tão definidos e levavam a pensar que era tumor, ou câncer, ou ate mesmo a endometriose.
Retornei a Maceió, fiz algumas tentativas por aqui e as suspeitas eram as mesmas, achei estranho, pois em um ano um tumor não iria aparecer tão rápido e com sinais que ele não tenha visto na cirurgia, mesmo assim acabei marcando um check up com vários médicos, dentre ele, ginecologistas da região, ortopedista, neurologista, cardiologista, mastologista, cada um solicitando exames e também indagaram o retorno ao meu ginecologista em São Paulo. Chega uma hora que cansa a falta de informação e suposições sem um diagnostico preciso.

Telefonei para ele, pediu que a consulta fosse presencial; conversei com minha mãe e irmã, quem me ajuda, para nos organizar pra irmos a São Paulo. Juntei todos os exames, e no dia 17 de junho de 2015, conversamos bastante, indaguei tais suposições e prontamente ele foi me explicando as condições e descartando as mesma com precisão; Graças a Deus! Ele fez alguns exames físicos, examinou novamente todos os exames e como já havia consultado alguns colegas, fechou o diagnostico com a noticia do Encarceramento dos Nervos, ou, Neuropatia por Aprisionamento.
Em sua explicação e pesquisa, me foi dado artigo associado a esta patologia que pode ser encontrado no link: http://www.sobracil.org.br/revista/rv050503/rbvc050503_144.pdf.
Resumidamente vou passar do que se trata; É uma dor crônica e incapacitante, de difícil diagnostico, e para esse diagnostico são necessárias a historia clinica completa, laparoscopia diagnostica para identificar todas as causas que possam ser tratada. E  com frequência o paciente é encaminhado para consulta psiquiátrica, os exames são de alto custo, antes de ter seu diagnóstico firmado. O custo estimado da investigação pode atingir cifras elevadas. É comum os diagnósticos mentais e psiquiátricos sejam suspeitados e não confirmados pelos especialistas.
No primeiro momento ele já vinha utilizando o tratamento conservador, com analgésicos neuropáticos, opioides, bloqueio nervosos e anticonvulsivantes. E dentro desses não houve um quadro bem sucedido de melhora, e na falha deste pode ser necessária a exploração da incisão ou mesmo a neurectomia, via aberta ou laparoscópica; E a minha situação requer a cirurgia. E como sempre, com seu jeito singular de ser, ele me tranquiliza e da procedimento ao que é necessário ser feito. Agradeço a Deus por capacitar um anjo enviado por Ele para cuidar de forma singular de minha vida.
A definição dessa doença se da por uma neuralgia da parede abdominal constitui uma dor somática neuropáticaa, de natureza crônica, classificada como uma polineuropatia periférica e definida como uma causalgia, por endometriose. Comumente é unilateral o que não invalida a possibilidade de manifestar-se bilateralmente. Que regue o fator de risco no caso de demora da cirurgia ou não realização da mesma.
Dados suportam a hipótese de que a dor crônica não relacionada com procedimentos cirúrgicos, pode surgir como resultado da compressão isquêmica na passagem do nervo pelos anéis fibrosos, onde microestruturas podem ancorar o nervo e causar dor continua ou intermitente. Nesse caso a sequela proveniente a endometriose.



Neste contexto trago o resumo que me foi passado pelo médico da necessidade e referente a minha cirurgia: 

A paciente Tatyanna Apolinário Mendes de Dor Abdominal Crônica (CID: R10.3), Pélvica e Perineal (CID: R10.2), causada por encarceramento  fibrótico (“Peripheral Nerve Entrapment Neuropathies”) dos nervos sensitivos do plexo lombar, que inervam a parede do abdome inferior esquerdo ( Nervo Ilioinguinal, Iliohipogástrico e Genitofemural). Esta patologia determina uma polineuropatia inflatória nas regiões do nervo afetado ( CID: 61.9).
Esta patologia, está causando à paciente dor pélvica, dor abdominal, dispareunia, disfunção miccional, disquezia (constipação, perda da força de eliminação de fezes, cólica intestinal, proctalgia cíclicas). Muitos destes sintomas são incapacitantes, levando a evidente limitação em sua qualidade de vida, além de comprometer o funcionamento vesical e evacuatório. Isto tem levado a paciente a inúmeros atendimento de emergência para tratamento de crises de dores incapacitantes. A mesma vem necessitando uso de analgésicos maiores, como opióides
A paciente necessita de tratamento cirúrgico especializado. A cirurgia está marcada para o dia 10 de agosto de 2015 no Hospital Evangélico de Londrina.
Atenciosamente, Dr Ricardo Pereira.

Enfim, quero poder ter uma melhor qualidade de vida, e assim alçar novos voos, sonhos, conquistas. Sair destes episódios de tempos em tempos internada para um paliativo pra conter as dores e em menos 24horas elas voltarem dilacerante.É considerar-se num casulo a beira da transformação.
Deixo aqui meu pedido de ajuda para quem puder me ajudar. Desde já obrigada.
Tatyanna apolinario Mendes

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